sexta-feira, 21 de junho de 2013

Não passou
Carlos Drummond de Andrade Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
 Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãosrugosas,
têm o antigo calor
de quando éramos vivos.
Éramos? Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.

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